Como Pettis seduz as identidades contábeis com força normativa e causal, minimizando tanto o sucesso chinês quanto o fracasso ocidental... E por que, mesmo assim, ele tem razão em se preocupar com os desequilíbrios globais. Nos últimos anos, qualquer leitor casual da imprensa financeira global ou ouvinte de podcasts sobre economia global teria se deparado com um certo modo de retórica, mais frequentemente empregado em discussões sobre a China. Certas frases-chave o identificam imediatamente: “Excesso de poupança”, “Superinvestimento”, “Subconsumo”, “Supressão do consumo” e “Excesso de capacidade”. Existem múltiplas narrativas associadas a esse modo retórico, mas o fio condutor principal é que os setores manufatureiros dos Estados Unidos e de outros países desenvolvidos com déficit comercial foram prejudicados pela escala das exportações industriais chinesas, e que essa enorme escala de produção só é possível devido ao regime “distorcido” de investimento estatal, supressão da força de t...